A incerteza profissional tem impactado diretamente no bem-estar, na saúde e até mesmo no senso de identidade das pessoas.
A conclusão vem de um levantamento feito pelo Pew Research Center, nos Estados Unidos, durante o período pós-pandemia. O estudo mostrou que muitos profissionais desempregados enfrentaram níveis elevados de estresse, ansiedade e insegurança em relação ao trabalho. Em muitos casos, há relatos de um sentimento de perda da própria identidade ao ficarem sem seus empregos.
Outro dado relevante apontou que a maioria considerou mudar de área ou profissão diante das transformações do mercado.
Embora o estudo tenha sido analisado no contexto norte-americano, há similaridades com a realidade brasileira. As oscilações econômicas, a aceleração tecnológica e constantes mudanças nas relações de trabalho impactam o bem-estar dos trabalhadores por aqui. Inclusive aqueles que se encontram empregados estão suscetíveis ao estresse da incerteza.
Para as organizações, esse é um tópico crucial. A insegurança prolongada reduz a produtividade, o engajamento, a criatividade e a saúde emocional das equipes.
Isso desperta um alerta para as lideranças, que têm um papel cada vez mais vital na ação para frear esse fenômeno. Comunicação transparente, clareza sobre caminhos possíveis, desenvolvimento contínuo e escuta ativa podem ser habilidades de gestão importantes para gerar confiança em tempos de mudança.
Ouvindo diariamente dezenas de profissionais, é evidente o entendimento de que o que assusta não é a mudança, pois essa é inerente ao tempo.
O que as pessoas esperam das empresas não é a promessa de estabilidade absoluta, mas a sensação de que não enfrentarão essas mudanças sozinhas ou sem o preparo adequado.