É fato: gestores que conhecem de perto a rotina das equipes que coordenam tendem a tomar decisões mais alinhadas com a realidade do trabalho.
Mas quais recursos as lideranças têm hoje para compreender melhor essa dinâmica?
Uma possibilidade é acompanhar por algumas horas a rotina de uma área, seja ela de atendimento ou de operação. Esse tipo de vivência revela detalhes que dificilmente aparecem em relatórios, como um processo moroso demais ou uma ferramenta que atrapalha mais do que ajuda.
Conversas individuais bem conduzidas também são extremamente valorizadas e úteis, principalmente quando são acompanhadas de uma escuta de qualidade, e quando o gestor pergunta o que está dificultando o trabalho antes de perguntar como estão as entregas.
Um exemplo prático vem da CEO da Uber no Brasil, que em alguns momentos optou por fazer corridas como motorista parceira. Com isso, ela vivencia de perto a experiência de quem trabalha na plataforma. Nem toda liderança tem como ou precisa adotar uma prática tão específica, mas o caso mostra que a proximidade com a operação é um caminho válido para compreender melhor o trabalho das equipes.
Os colaboradores também têm papel nesse processo ao compartilhar com clareza o que funciona bem e o que pesa na rotina, contribuem para que as decisões fiquem mais próximas da realidade. Quando essa troca acontece com regularidade, as prioridades ficam mais bem definidas e a confiança entre as partes aumenta.
Entender o trabalho de quem se lidera não exige assumir a função de cada pessoa, mas exige disposição para ouvir com atenção e ajustar a própria forma de decidir a partir do que se aprende.