Estar sempre conectado se tornou parte da rotina de muita gente, e o cansaço que isso provoca pode ser silencioso em alguns casos. Um levantamento da Bain & Company mostra que o brasileiro passa, em média, 9 horas e 13 minutos por dia on-line, quase três horas acima da média global, e que 28% dos entrevistados afirmam desejar reduzir o tempo diante das telas.
O dado evidencia o excesso de tecnologia como algo que as pessoas gostariam de mudar, mas encontram dificuldade em um dia a dia no qual mensagens de trabalho, redes sociais e notificações são disparadas o tempo todo.
Quem se identifica com essa situação não precisa se sentir culpado, porque o esgotamento costuma se acumular de forma gradual. Alguns sinais apontam para esse burnout digital, como um cansaço que não melhora mesmo depois de uma noite de sono e uma dificuldade crescente de se concentrar ou de sentir prazer em atividades que antes eram agradáveis.
Do ponto de vista prático, pequenas mudanças tendem a funcionar melhor do que grandes rupturas. Definir um horário a partir do qual as mensagens de trabalho deixam de ser respondidas e desativar as notificações que não são essenciais já reduz bastante as interrupções ao longo do dia.
Também ajuda deixar o celular fora do quarto na hora de dormir, para proteger o sono, e incluir na rotina pausas curtas longe das telas, como uma caminhada ou uma conversa presencial com alguém de confiança.
Quando o cansaço se prolonga e começa a afetar o humor e a vida pessoal, buscar o apoio de um profissional de saúde mental é um cuidado legítimo e não precisa esperar que a situação piore.
Esse é um assunto muito conectado com as novas dinâmicas de trabalho! Esperamos que você que está lendo sobre o tema consiga equilibrar o seu tempo de exposição digital para uma vida cada vez mais saudável!