Uma análise publicada pelo The BRIEF em maio refletiu sobre esse movimento em crescimento em organizações norte-americanas, quiçá no Brasil e em muitos outros países.
Segundo o conteúdo, a média atual já chega a 12 colaboradores para cada gerente em empresas norte-americanas e, em algumas áreas ligadas à IA e tecnologias emergentes, essa proporção pode ser superior. Tal lógica parece bastante atrativa em termos de economia interna para as empresas.
Mas existe uma outra variável: o que acontece com o lado humano da liderança? Aquele que se revela por proximidade, feedback e tempo para aprender com exemplos...
Quando um gestor passa a liderar equipes maiores, com menos tempo e mais pressão por resultado, algumas das primeiras coisas a desaparecer costumam ser justamente as conversas de desenvolvimento, as mentorias e o acompanhamento individual. E esse impacto nem sempre é visto imediatamente através de apresentações de indicadores.
O ônus surge no ambiente pouco a pouco. Pode ser observado na queda no engajamento, na sensação de esgotamento coletivo, na dificuldade de retenção e profissionais que deixam de enxergar perspectivas de crescimento.
No Brasil, talvez ainda não se fale com tanta ênfase nesse assunto, mas aspectos bastante similares já começam a aparecer em muitas organizações. Com equipes mais enxutas, lideranças acumulando funções e uma cobrança crescente por produtividade convivem, ao mesmo tempo, com discursos sobre cultura, pertencimento e cuidado com as pessoas.
A IA pode, sim, tornar o trabalho mais eficiente, principalmente ao facilitar a entrega de tarefas operacionais. Mas, é de extrema importância, inclusive ética, que a tecnologia seja uma aliada da produtividade sem deixar o lado humano para depois.